O deputado federal Nikolas Ferreira, um dos mais influentes do bolsonarismo nas redes sociais, optou pelo silêncio após a justiça eleitoral de São Paulo dizer que o documento médico apresentado por Pablo Marçal sobre Guilherme Boulos é falso.
Nikolas não declarou apoio a Ricardo Nunes, que oficialmente conta com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado, inclusive, chegou a fazer o M, em referência a Marçal, no ato do 7 de setembro na avenida Paulista. Depois, tentou justificar-se.
A postura de Nikolas incomodou aliados no PL, seu partido, e no entorno de Bolsonaro. Ao Bastidor, um deles relatou o desconforto com o parlamentar e questionou se ele seguiria acenando a alguém que forjou documento, inventou que um adversário era usuário de cocaína e está em um partido cuja direção é investigada por ligação com o PCC.
Lideranças de direita, como o próprio Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia, condenaram a falsificação do documento por Marçal. O ex-presidente chamou de presepada. Malafaia pediu a prisão do ex-coach.
O Bastidor questionou Nikolas e sua assessoria neste sábado (5). Não obteve resposta. Em seu perfil no Instagram, o deputado aparece em campanhas por Minas Gerais. Chegou a publicar uma imagem irônica sobre o documento forjado por Marçal.


