A nova variante do coronavírus, que aparentemente surgiu em Manaus, assustou os técnicos do SUS que trabalham na linha de frente do combate à pandemia. Ela tem características que tornam o vírus mais perigoso – em termos técnicos, contém a mutação E484K.
Estudos preliminares indicam que essa mutação neutraliza grande parte dos anticorpos – das defesas – da pessoa infectada. É, em suma, uma versão potencialmente mais devastadora do vírus.
Os técnicos afirmam que ainda é cedo para saber o quanto essa nova variante contribuiu para a calamidade em Manaus.
Caso essa variante se espalhe, o que se avalia altamente provável, estima-se que as consequências possam ser terríveis.
É possível que a eficácia das vacinas seja menor – que elas ainda funcionem contra essa variante, mas em menor grau. Essa possibilidade é especialmente preocupante diante da relativa baixa eficácia da Coronavac, a principal vacina que será usada pelo Brasil nos próximos meses.

