Lula já determinou o abrandamento das ideias de defendidas pelo PT, como a revogação da reforma trabalhista e do teto de gastos, em seu programa de governo. A coordenação de companha pretende registrar o documento antes de 15 de agosto, quando vence o prazo dado pela Justiça eleitoral.
O objetivo é tornar público o programa para aproximar Lula do empresariado, que ainda está ressabiado.
O período aberto para a contribuição dos partidos coligados, como PSB, PV, PCdoB, Psol, Rede e Solidariedade, terminou na quinta-feira, 21. Agora, as sugestões serão compiladas sob a liderança do ex-ministro Aloízio Mercadante.
Lula falou publicamente em revogar a reforma trabalhista e o teto de gastos. Contudo, diante da má recepção entre os agentes econômicos e de sugestões de aliados, optou por um recuo estratégico.
Os coordenadores acreditam que o programa de governo vai ajudar o empresariado a entender melhor as ideias de Lula, principalmente para a área econômica.
Nos discursos públicos, com frequência há cacofonia entre o que Lula fala e o que empresários e mercado esperam ouvir. A ideia, diz uma fonte do grupo que discute o programa de governo, é que não haja mais ruídos, mesmo que as falas de Lula durante a campanha sejam num tom acima –populista, como definiu um interlocutor petista.

