Só com a indicação para o Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino conseguiu derrubar muros de inimizades e lutas políticas para se reaproximar do senador Weverton Rocha (PDT) e do ex-pesidente José Sarney (MDB), ambos seus ex-adversários políticos no Maranhão.
Depois de uma conversa com Dino, Sarney disparou telefonemas para pedir o voto de seu partido para ratificar o nome do ministro da Justiça no STF. Conseguiu a garantia de que a bancada do MDB, com seus 11 senadores, vai endossar o nome do neoaliado.
Weverton não precisou de muito tempo. Levantou a mão e levou de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, a relatoria da admissão de Dino. Já declarou publicamente recomendar a aprovação do conterrâneo.
Tanto Weverton como Sarney dizem que é pelo Maranhão. Outros apoiadores de Flávio Dino dizem que é pelo Nordeste. Mas, segundo um astuto aliado do ministro, é só pela amizade. “É sempre bom um amigo no STF”, diz.

