Na conversa prevista para esta semana, o presidente Lula dirá a Arthur Lira (PP-AL) que não é possível fazer uma reforma ministerial apressadamente. Com isso, espera que a Câmara avance com os projetos deixados para depois o recesso, especialmente o arcabouço fiscal.
Depende da aprovação do novo marco fiscal, que retornou à Câmara depois das modificações no Senado, o destravamento da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Sem sua aprovação, o Congresso nem poderia ter saído de recesso. A LDO é a base para a elaboração do orçamento do ano que vem.
O presidente tentará sensibilizar Lira sobre o cuidado com os aliados que serão desalojados e, por isso, precisa de tempo para realocá-los em outros espaços. Dirá que será um erro o Congresso decidir esperar as mudanças na Esplanada dos Ministérios para aprovar os projetos de lei.
Além do arcabouço fiscal, as prioridades do governo para este semestre são a reforma tributária e o PL do Carf. As duas matérias estão no Senado e podem voltar nos próximos meses para a Câmara.

