O presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), se comprometeu a votar o novo marco fiscal antes da apresentação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), prevista para 30 de agosto. O gesto foi acertado no encontro de ontem (8) com os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil).

A ordem faz diferença. Caso a LDO fosse votada antes do arcabouço, o governo teria menos margem de manobra para encaixar o orçamento de 2024. Aliado de Lira, até ontem o relator da matéria, Danilo Forte (UB-CE), trabalhava como se fosse votar a LDO antes. Sua atitude era vista como mais uma forma de pressão de Lira sobre o governo.

O acerto de Lira com os ministros não foi de graça, claro. Ele conta que o presidente Lula defina logo o papel do PP no governo. Lula vem dizendo que não tem pressa para definir onde ficarão PP e Republicanos. 

Lira também socorreu o governo em outro campo, ao livrar Rui Costa de comparecer à CPI do MST nesta quarta.

Como informou o Bastidor, enquanto Lula estava fora,Fernando Haddad (Fazenda) entrou em campo na articulação para tentar avançar a tramitação na Câmara, por onde o projeto já passou e retornou depois das modificações realizadas pelo Senado.

Na próxima semana, Lula e Lira devem voltar a conversar sobre as mudanças no ministério. Depois do encontro dos dois, preveem os aliados do presidente da Câmara, é possível que se saiba quais pastas terão o PP e o Republicanos.

Aí, sim, Lira marcará a votação do arcabouço fiscal.