Quem mais se movimenta para influenciar nas escolhas do futuro ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, é o PT de São Paulo, com forte ligação com o grupo de advogados Prerrogativas. Para isso, o grupo começou vazar possíveis candidatos às vagas que serão abertas com a saída de Flávio Dino.

Três nomes começaram a circular como potenciais escolhidos para vagas que serão abertas com a chegada de Lewandowski: Jean Uema, que trabalha na Secretária de Relações Institucionais com o ministro Alexandre Padilha; Benedito Mariano, secretário de Segurança Pública de Diadema, cidade comandada pelo PT; e Georghio Tomelin, doutor pela Universidade de São Paulo.

Desses, somente Tomelin teria certa aproximação com o novo ministro. Os outros, diz uma fonte, fazem parte do objetivo do PT de ocupar postos que são comandados por aliados de Dino.

No PSB, segundo um deputado do partido, a leitura é que “o PT tomará conta do ministério” e restará pouco espaço para a sigla de Dino. Nomes como Augusto de Arruda Botelho e Elias Vaz, por exemplo, correm grande risco de não permanecerem ou serem rebaixados na pasta.

Ricardo Cappelli, ainda secretário-executivo, faz jogo duro pela permanência no cargo. O governo, no entanto, estuda alternativas que não passam por ficar no posto.

Na reocupação do ministério pelo PT, Lula já deu carta branca aos petistas paulistas para convencerem Lewandowski e avançarem.