O PT vai deixar para pedir o voto útil em Lula somente na última semana de campanha. Até lá, o ex-presidente manterá o discurso de respeito aos demais candidatos, como Ciro Gomes e Simone Tebet. Quer evitar qualquer discurso que possa ser interpretado como desrespeitoso para com os adversários e o desejo do eleitor.
O risco de adiantar o pedido do voto útil – seja pelo próprio Lula, seja pela campanha – é haver a percepção de salto alto e arrogância em relação aos outros. Nesse cenário, fica mais difícil converter voto útil.
O discurso, porém, está pronto: o PT vai insistir na urgência de se “vencer o fascismo e o autoritarismo” no primeiro turno, superando divergências e diferenças políticas. A ideia é mobilizar os que rejeitam Bolsonaro.
O último Datafolha mostrou que a rejeição do presidente é de 52%, 13 pontos percentuais a mais que Lula.

