A campanha de Jair Bolsonaro planeja para estes últimos dias de propaganda eleitoral programas “positivos”, contrastando com o que ainda esperam vir de ataques da propaganda de Lula. É tudo que Bolsonaro não conseguiu fazer até agora.

As últimas propagandas vão focar nos programas de governo em defesa dos mais pobres e com promessas de Bolsonaro sobre o que pretende fazer se for reeleito.

Fora da TV e do rádio, Bolsonaro pretende concentrar suas últimas viagens ao Rio, a Minas e a São Paulo, os três maiores colégios eleitorais do país. Quer reforçar e ampliar seu eleitorado nestes estados para tentar fazer frente ao Nordeste, onde Lula ganha de lavada.

A ordem é evitar agendas negativas, com declarações fora do tom, principalmente contra mulheres, como o que fez Roberto Jefferson ao atacar na semana passada a ministra Cármen Lúcia.

A missão com as más notícias ficará para os aliados, dando aos apoiadores nas redes sociais novas narrativas que favoreçam o discurso de vítima.

É por isso que coube a Fábio Faria e Fábio Wajngarten denunciarem o suposto desequilíbrio nas inserções de rádio, e não o próprio presidente nem seus filhos.

De acordo com um membro da campanha, a ideia é colar uma estética “good vibes” em Bolsonaro. Enquanto Lula aparecerá na campanha batendo no presidente, “a ideia é cercar o presidente de povo e promessas”.