Frustrados com a viagem de Jair Bolsonaro e a posse de Lula, manifestantes bolsonaristas são incentivados a transferir a mobilização de lugar. Uma das sugestões que começou a circular em grupos privados nas redes sociais, que o Bastidor acompanha, prevê que os acampamentos troquem as portas do quartéis por refinarias de combustíveis.

O objetivo seria impedir a passagem de caminhões-tanque e gerar uma onda de desabastecimento. Os que advogam pela iniciativa dizem que o grupo pode causar um caos generalizado no país.

Os acampamentos golpistas estão desaparecendo e seus integrantes estão decepcionados com Bolsonaro e com o fato de as Forças Armadas terem preferido a Constituição ao golpe. Em Brasília, onde havia uma das maiores movimentações do país, boa parte da estrutura foi desmontada, restando apenas algumas dúzias de lunáticos.

Para os oportunistas que mantêm esses grupos, a estratégia usada não é novidade. Além do medo da “ameaça comunista”, também usam interpretações equivocadas e mentirosas de despachos do Diário Oficial da União. Os manifestantes, no entanto, não querem saber de refinarias: estão embarcando em ônibus para suas casas.

Também há as narrativas sem pé nem cabeça. Uma das mais bizarras é a de que o presidente de fato do Brasil é o general Augusto Heleno. Muitos acreditam que as falas de Bolsonaro e do senador Hamilton Mourão foram encenações e que a posse de Lula, transmitida para todo o planeta, não passou de uma produção da esquerda.