Os chefes do PP e do PL – o núcleo duro do centrão – estão fazendo hora extra para garantir o bônus do grupo no governo de Jair Bolsonaro.
Em conversas recentes e distintas, Ciro Nogueira, Arthur Lira e Valdemar Costa Neto repartiram com os respectivos aliados as expectativas de conquistas junto ao Planalto. Envolvem (mais) cargos estratégicos, como chefias de Ministérios e diretorias em estatais, liberação de emendas e garantia firme de investimentos em obras indicadas por parlamentares.
A contrapartida é simples: apoio, também firme, dos beneficiados a Jair Bolsonaro. Como definiu um deles, “melhor que isso não fica”.
Na Casa Civil, Ciro recebeu os instrumentos legais para liberar emendas e investimentos sem consultar Paulo Guedes. Abriu corredor para acelerar nomeações. Entre eles, o ministro da Economia é citado apenas como piada.
Ao menos por ora, Bolsonaro conseguiu o que parecia impossível: saciar o centrão.

