Apesar da antecipação de que o governo voltará a cobrar os impostos federais sobre os combustíveis, Fernando Haddad (Fazenda) ainda aguarda uma reunião que Gabriel Galípolo, seu secretário-executivo, faz nesta segunda-feira (27) com a diretoria da Petrobras. Espera a discussão com a estatal para definir quais serão as novas alíquotas.

Antecipadamente, o Ministério da Fazenda anunciou que vai se chegar à arrecadação 28,8 bilhões de reais em janeiro, mas quais serão as novas alíquotas sobre o preço da gasolina, do etanol, do GNV, do óleo cru, querosene, tudo ainda está em discussão. É possível que se anuncie ainda hoje, mas ainda há dúvidas.

Para chegar ao valor, Haddad vinha insistindo com Lula para que os combustíveis voltassem a ser taxados e enfrentava resistência pública de seu próprio partido, o PT. Mais cedo, como informou o Bastidor, o presidente analisava a possibilidade de se chegar um termo em que não se voltava à cobrança integral dos impostos federais nem se deixava zerada a cobrança.

Em linhas gerais, a discussão sobre quais serão as nova alíquotas têm de alinhar os interesses econômicos e políticos do governo aos impactos ambientais e sociais, disse uma fonte ao Bastidor.