A bancada do Distrito Federal vai se unir —da direita à esquerda— para chorar com Arthur Lira contra parte do relatório de Claudio Cajado, cuja urgência será votada nesta quarta-feira (17) na Câmara.

É que perceberam que o relator alterou o texto original enviado pela Fazenda. Com as mudanças, o DF volta a ficar dependente do governo federal no cálculo do Fundo Constitucional, que banca a segurança e parte da educação e da saúde.

Atualmente, o cálculo é automático, levando em conta receita corrente do ano anterior. Se crescer, aumenta o repasse; se cair, diminui. No texto de Cajado, o cálculo passará a levar em conta outros fatores, e caberá ao governo definir entre o fundo e outros gastos. Ou seja, vai depender da boa-vontade do governo ou do relator do orçamento no Congresso.