Empresas envolvidas com corretoras de criptmoedas têm encontrado no deputado Luciano Vieira (PL-RJ), que integra a CPI das Pirâmides Financeiras, um grande defensor.

O parlamentar tem atuado para impedir convocações ou convites de representantes de empresas que tenham relação empresarial com as corretoras.

Um requerimento que pedia para a CPI ouvir nomes ligados à Binance, à Méliuz, à Capitual, ao banco BS2 e à Latam Gateway foi retirado de pauta e só deve ser votado na próxima semana.

O deputado responsável pelo requerimento, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), chegou a reclamar da pressão que sofreu contra o pedido. O colega Luciano Vieira justificou a retirada de pauta pelo temor de que um possível convite afetasse ações das empresas que são cotadas na B3, em especial o BS2 e a Latam Gateway.

A suspeita é que a Binance, maior empresa de cripto do mundo, usa métodos no exterior que impedem o rastreamento, pelo Banco Central e pela Receita Federal, para a cobrança de impostos. Nos Estados Unidos, a Binance foi acusada de fraude e má gestão pela SEC, que regula o mercado financeiro.

Reservadamente, deputados que atuam na CPI apontam certa “contradição” na atuação do deputado, que poupa algumas empresas, mas já apresentou requerimentos de convocação para outras.

É de Vieira um dos pedidos para ouvir o criador da pirâmide financeira GAS Consultoria, Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó do Bitcoin”, e sua esposa, Mirelis Zerpa. O deputado também quis a convocação dos sócios da extinta pirâmide financeira com criptomoedas Indeal, do Rio Grande do Sul.