Sergio Moro deixou o Ministério da Justiça em abril de 2020 atirando contra o presidente que o colocou na cadeira. Acusou Bolsonaro de tentar interferir na PF para assuntos pessoais. O tempo passou, mas a aura do ex-ministro ainda incomoda integrantes do governo que loteiam a instituição.

A troca na Direção-Geral da PF, de Paulo Maiurino por Márcio Nunes de Oliveira, deu-se, ao menos em parte, para que Maiurino passe a chefiar a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. Ele substituirá o último escolhido por Moro para cargos na PF que ainda estava no governo: Luiz Roberto Beggiora.

As mudanças pegaram policias federais de surpresa. A nomeação de Oliveira foi publicada na tarde de hoje.

Oliveira era o número 2 do MJ, sendo o secretário-executivo da pasta chefiada por Anderson Torres, que pode se candidatar este ano – ainda não se sabe a qual cargo, mas especula-se deputado federal ou senador pelo Distrito Federal. Uma eventual saída do ministro não incomoda policiais federais ouvidos pelo Bastidor, que preferem esperar a possível saída e a nomeação do eventual substituto para saber se comemoram ou não.