A CPI das ONGs começou a questionar o governo Lula sobre a relação de organizações que tenham algum vínculo com a gestão federal. As primeiras respostas dos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores não agradaram o comando da comissão.

O relator da CPI, senador Márcio Bittar (União Brasil-AC), afirma que os ministérios deram respostas genéricas a perguntar concretas. Senadores darão novos prazos, farão novos requerimentos de esclarecimentos e avaliam convocar membros do governo para depor.

A CPI é dominada pela oposição após a base governista, como mostrou o Bastidor, tentar adiar a sua instalação e retardar a indicação de integrantes. A comissão tem priorizado depoimentos críticos à atuação de ONGs na região amazônica.

Minoria na CPI, a base aliada tenta envolver a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) em investigações que miram a ONG Missão Evangélica Caiuá, ligada à Igreja Presbiteriana.

A CPI das ONGs, assim com a do MST, tem potencial para atingir o governo e preocupa a articulação política. Em uma das primeiras sessões, Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, disse que esperava que a comissão não fosse uma perseguição à gestão federal. Teve a garantia do presidente do colegiado, Plínio Valério (PSDB-AM), de que não seria.