A manobra do senador Randolfe Rodrigues (REDE), que deve garantir a aliados do governo Lula mais uma cadeira na CPMI do 8 de janeiro, não é a única mudança que o Palácio do Planalto quer para a comissão.
O Palácio do Planalto discute uma nova mudança no acordo feito para a instalação da comissão. O combinado é que a presidência fique com um deputado e a relatoria com um senador. Agora, o governo trabalha pelo inverso, pois avalia que desta forma pode ter maior controle sobre os rumos da CPMI.
O Bastidor noticiou que os favoritos do Planalto para a relatoria eram Renan Calheiros (MDB), Eduardo Braga (MDB), Omar Aziz (PSD) e, correndo por fora, Otto Alencar (PSD). Para a presidência, os nomes são os mesmos. Calheiros, no entanto, por ser adversário político do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), deixou de ser o favorito.
Randolfe voltou de Portugal na madrugada de quarta-feira (26), horas antes da primeira sessão conjunta do Congresso. No dia, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), leu o requerimento de abertura da CPMI.
Antes da sessão, Randolfe esteve com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), para discutir as estratégias de atuação na comissão que deve ser instalada na semana que vem.
Com o aval da articulação política e sinalização positiva de Pacheco a partir do que diz o regimento interno, o líder do governo no Congresso mudou o seu partido, a Rede, de bloco e fez a oposição bolsonarista perder uma cadeira na CPMI.
Os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda esperam uma resposta oficial do presidente do Senado, mas nos bastidores admitem que em vez de três deverão indicar dois membros.

