O PL aposta no deputado federal Alexandre Ramagem (PL), delegado da Polícia Federal que comandou a Abin no governo Bolsonaro, como o integrante que será capaz de imputar ao governo Lula alguma responsabilidade pelos ataques às sedes dos Três Poderes na CPMI do 8 de janeiro.

Além de Ramagem, o PL pretende indicar para a CPMI os deputados André Fernandes e Eduardo Bolsonaro. O primeiro porque é o autor do requerimento que pediu a abertura da comissão e é um bolsonaristas de quatro costados; o segundo por motivos óbvios. Ambos enfrentam objeção interna.

O PL sabe que caberá a Fernandes e Eduardo o papel de ir para o embate de defender versões nas redes sociais. As questões mais técnicas devem partir de Ramagem.

Ramagem não tem defendido a versão de que havia infiltrados de esquerda, entre os vândalos que invadiram o Congresso, o Planalto e o STF, mas prega que houve omissão do governo federal no dia dos ataques.

“Em apenas 45 minutos, os ministérios da Defesa, da Justiça e o GSI de Lula perderam os três principais prédios de toda a República. E não foi para um exército estrangeiro, mas para uma massa de pessoas. Não há responsabilidade por isso?”, tem repetido o deputado.

Ramagem partirá da tese da omissão para que a responsabilidade não caia apenas sobre o governo do Distrito Federal e de Bolsonaro.

No Senado, o PL pretende indicar Jorge Seif e Magno Malta. As confirmações saem nesta quarta-feira (26) após a leitura do requerimento.

Como mostrou o Bastidor, o governo Lula também articula sua tropa para a CPMI.