A preço de hoje, o futuro governo de Lula não vai querer papo com Valdemar Costa Neto, nem com seu PL. A sua irresponsabilidade de embarcar no questionamento das eleições com base em nada vai lhe custar a interlocução com o futuro governo, algo inédito desde a redemocratização.
Segundo integrantes do governo de transição ouvidos pelo Bastidor, Valdemar se perdeu ao dar voz e dinheiro a atitudes golpistas em sua legenda. De novo: sem provas de que houve fraude ou algo próximo disso na eleição.
A desculpa que o veterano —talvez um pouco perdido — deu a interlocutores moderados foi a de que, se não agisse como exigiam os bolsonaristas, poderia perder o comando de seu partido.
A estratégia o colocou em isolamento.
Seus aliados no Republicanos e no PP, ambos se coligaram ao PL para a reeleição de Bolsonaro, não estão dispostos, como mostrou o Bastidor, a embarcar no barco furado de uma ação de revisão da eleição por conta de uma falsa história de que não é possível identificar algumas urnas utilizadas na votação.
Agora, tendo seus fundos bloqueados e envolvidos forçadamente nesta ação aloprada, todos têm raiva e querem distância do dono do PL.
Fontes ouvidas pelo Bastidor disseram que tanto Marcos Pereira, presidente do Republicanos, como Ciro Nogueira, ministro-chefe da Casa Civil de Bolsonaro e quem comanda o PP efetivamente, não gostaram do descontrole que tomou a aloprada movimentação de Valdemar.
As legendas pretendem informar ao Tribunal Superior Eleitoral que não têm nada a ver com a ação amalucada.

