A sucessão de Arthur Lira já está na pauta de interessados no cargo, como o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira. Ele acompanha de perto a movimentação das bancadas para a formação de blocos para ver como vão influenciar a próxima eleição à Presidência da Câmara, em 2025.

Pereira sabe que o PT dificilmente terá força para lançar um candidato próprio para o comando da casa. Por isso, desde já ele tenta se firmar como alguém confiável ao governo. Espera ter o apoio da base.

Seu movimento para juntar seu Republicanos ao MDB, PSD, Podemos e PSC, embora não garanta os votos de todos os 142 deputados, reforça a articulação do governo, livrando-a de ter de tratar necessariamente com Arthur Lira.

É bom para Pereira também a formação do novo bloco, que inclui os governistas PSB e PDT, além de PP, a federação PSDB/Cidadania, além do União Brasil, Solidariedade e Avante. Para o deputado, não é bom que o PP caia no colo do PL, que, na oposição e com a maior bancada partidária, tem pretensões de comandar a Câmara.

Se receber o apoio de parte dos dois blocos, Pereira já parte com vantagem e tranquiliza até o governo: Pereira foi aliado dos governos Lula e Dilma Rousseff e, embora tenha se aproximado da gestão de Jair Bolsonaro, nunca foi um bolsonarista raiz.