Ciro Gomes foi até Marcio França pedir ajuda para conseguir o apoio nacional do PSB nas eleições de 2022. Mas dificilmente conseguirá. Ciro disputará a Presidência no ano que vem, enquanto França é pré-candidato ao Governo de São Paulo com Geraldo Alckmin – a definição do “cabeça de chapa” ainda está indefinida, mas o mais provável é que o (por enquanto) tucano seja o o rosto principal a estampar as propagandas.
Fontes da campanha de França e Alckmin contaram ao Bastidor que, apesar de França não ter respondido ainda, o pedido é “impossível de ser atendido”. E o motivo é o contexto político. A maior força do PSB está em Pernambuco, com João Campos – prefeito de Recife e filho de Eduardo Campos, morto em 2014 – e o Governador Paulo Câmara, pupilo político de Campos pai.
Também há a filiação de Marcelo Freixo e Flávio Dino ao PSB. As duas chegadas à sigla tiveram a benção de Lula, que vê no PSB um aliado importante para enfrentar Jair Bolsonaro ou, caso ocorra uma surpresa, a terceira via – que ainda não tem um candidato para chamar de seu, apesar de Ciro e seu marqueteiro João Santana estarem se esforçando para abocanhar esse “título”.

