Tanto aliados quanto adversários de Arthur Lira apontam um risco relevante na estratégia do deputado e do Planalto de lançar agora a candidatura do líder do PP à Presidência da Câmara: tempo.
Ainda faltam dois meses para as eleições no Congresso. Em política, é uma eternidade para receber pancada. E pancada é o que adversários planejam e Lira aguarda. (Apesar de algumas vitórias judiciais, o líder do PP tem uma longa lista de acusações robustas de corrupção, sobretudo na Lava Jato.)
Nenhum dos adversários competitivos de Lira tem ficha limpa. Mas, como favorito e nome apoiado com tudo por Bolsonaro, o líder do PP tem mais a perder com o faroeste de acusações planejado por todas as forças políticas em competição.
Lira e seus aliados estão cientes dos riscos. Mas acreditam que, numa campanha aberta como essa, posicionar-se com antecedência é essencial para impedir que haja fissuras nas bancadas simpáticas à sua candidatura.

