A decisão de adiar para abril o anúncio do novo marco fiscal evidenciou a resistência de Lula em apresentar logo e oficialmente a proposta concebida dentro do Ministério da Fazenda.
Segundo auxiliares do presidente, ele gostou do entusiasmo de Fernando Haddad, mas é de sua característica pessoal ouvir outras opiniões. Ele quer saber o que pensam parlamentares aliados —de dentro e de fora do PT, além de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco— e empresários com quem conversa.
O presidente vai aproveitar a viagem para sondar lideranças políticas e os empresários que fazem parte da comitiva.
Ainda de acordo com integrantes do governo, Lula quer somar aliados em vários setores para responder a uma eventual reação do mercado financeiro, crítico à política econômica do governo.

