Há uma preocupação entre os aliados mais moderados do ex-presidente Jair Bolsonaro no Congresso: aparecer na lista de parlamentares monitorados pela Abin. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, já pediu ao Supremo Tribunal Federal acesso aos nomes.

Ao Bastidor, um senador admitiu que optou pelo silêncio preventivo porque não sabe o que sairá da lista guardada pelo ministro Alexandre de Moraes. Há críticas à demora na divulgação.

Por enquanto, as acusações de perseguição em decorrência das operações da Polícia Federal e dos despachos da Procuradoria-Geral da República e de Moraes têm sido feitas de forma majoritária por deputados e senadores do PL, partido do ex-presidente.

Os apoiadores de Bolsonaro no Congresso também se encontram em outros partidos, mas não se manifestaram pelo temor de defender o ex-presidente agora e lá na frente aparecerem na lista de espionados a mando dos Bolsonaro.

Lideranças no Congresso insistem para Pacheco pressionar o STF pela divulgação da lista. Não há prazo para que os nomes venham a público. Sem deixar muito claro, o despacho de Moraes diz, com base em um relatório da PF, que foram feitas mais de 60 mil consultas no sistema First Mile.

Até agora, apareceram nomes de ex-parlamentares, como Joice Hasselmann e Rodrigo Maia, citados a partir do monitoramento de um advogado próximo a ambos feito pela Abin.