Aliados políticos ficaram preocupados com a decisão de Jair Bolsonaro, sua mulher, Michelle, e de seus ex-assessores de ficarem em silêncio nos depoimentos simultâneos concedidos à Polícia Federal. Enquanto isso, o ex-ajudante de ordens, tenente coronel Mauro Cid, e seu pai, o general Lourena Cid, responderam às perguntas.

Acham que pode haver consequências políticas a partir da ideia de que, ao decidirem se calar, o fizeram por medo de gerar provas contra si mesmos – e, portanto, representar alguma culpa na cabeça do eleitor médio. A consequência seria o transbordamento de uma eventual rejeição para os aliados.

Também há o temor do que poderá vir do depoimento de Cid pai e Cid filho. Acham que, querendo falar, o ex-ajudante de ordens e seu pai têm um vasto estoque de informações capazes de causar muitos problemas. O militar acompanhou de perto todos os movimentos de Bolsonaro nos últimos quatro anos, e não apenas no caso das joias.

Além de Jair e Michelle Bolsonaro, ficaram calados o advogado Fábio Wanjgarten e os ex-assessores Osmar Crivelatti e Marcelo Câmara.

O advogado Frederick Wassef respondeu a algumas perguntas, como negar que tenha “recomprado” o relógio Rolex dado a Jair Bolsonaro pela Arábia Saudita. Disse que comprou, apenas. Segundo a Polícia Federal, dois relógios que pertenciam à Presidência da República foram vendidos por Mauro Cid nos Estados Unidos.