Em alta com o governo, principalmente depois da aprovação da reforma tributária, Arthur Lira (PP-AL) tem conseguido apoio entre os petistas da Câmara para pressionar por mudanças na Esplanada dos Ministérios. Uma reforma só deve ocorrer no fim do ano.
Entre as alterações que quer, listam seus interlocutores, sugere o deputado José Guimarães (PT-CE) para o lugar de Alexandre Padilha nas Relações Institucionais. Os dois são amigos e, como já mostrou o Bastidor, o líder do governo é visto com desconfiança entre os articuladores de Lula. Mas não na bancada, onde o apoio a Guimarães cresce.
Cresce também a cotação de Fernando Haddad, hoje na Fazenda, para ocupar o lugar de Rui Costa na Casa Civil. Acham que, como eventual nome sucessor de Lula, precisa coordenar o governo. Sem dizer que mantém uma relação melhor com o Congresso.
O ex-governador da Bahia não tem o apoio nem de petistas do Congresso (na Câmara e no Senado). A ida de Haddad para a Casa Civil já foi tratada no Bastidor pelo vice-presidente do PT e deputado federal Washington Quaquá.
Outra meta de Arthur Lira é reaproximar o senador Ciro Nogueira (PP-PI) do governo. O problema neste ponto são as disputas políticas locais. No Piauí, o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) é adversário de Ciro. Mas uma aproximação seria possível, já que o senador apoiou Lula 1 e 2, além de Dilma Rousseff.

