O presidente da Câmara, Arthur Lira, tem dito a pessoas próximas e a ministros do Supremo Tribunal Federal, que a relação entre Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes está no caminho da pacificação após a cerimônia de posse do ministro como presidente do Tribunal Superior Eeleitoral. A informação foi confirmada ao Bastidor por quatro fontes com bom trânsito na presidência da Câmara.

Mas nenhuma delas acredita que a pacificação seja real. Nem no Palácio do Planalto há quem acredite numa trégua por gesto do presidente da República. Não passa de uma versão a ser defendida.

O mesmo discurso de paz é espalhado por integrantes da campanha de Bolsonaro. O Bastidormostrou que pessoas ligadas ao projeto de reeleição espalharam que a ida do presidente foi um gesto de boa vontade para serenar o ambiente.

Fontes afirmam, contudo, que nada mudará: Bolsonaro continuará mordendo e fingindo assoprar. Citam como argumento o fato de o presidente ter recebido os ministros Alexandre Moraes e Ricardo Lewandowski depois de ter se reunido, pela manhã, com um dos hackers da Vaza Jato em busca de “podres” de Moraes.

Fontes da Câmara dizem também que Arthur Lira está falando em pacificação por conta e risco, sem ter combinado com Bolsonaro.

Lira, como noticiou o Bastidor, faz jogo duplo em relação a Bolsonaro. Protege o presidente de eventuais pedidos de impeachment em troca do orçamento secreto, mas esconde essa proximidade em sua campanha para continuar na Câmara.