O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, avisou sua colega, ministra Antonia Urrejola, que Sebastián Depolo, indicado embaixador do Chile no Brasil, não vai receber o agrément, uma espécie de “ok” do governo.

Há quase quatro meses Depolo aguarda a concessão. O motivo é o fato de Depolo já ter emitido opiniões contrárias a Jair Bolsonaro. Ele escreveu no Twitter em janeiro de 2019: “O que vemos no Brasil é o início do fascismo. Ódio às diferenças, normalização da sociedade, perseguição política a dissidentes e castigo a ideias contrárias. Muito preocupante”.

Bolsonaro costuma citar o Chile e seu presidente, Gabriel Boric, em seus discursos de campanha como parte de uma perigosa expansão do “comunismo” na América do Sul.

A teoria no Itamaraty é que o presidente chileno vai esperar o resultado das eleições no Brasil para avaliar se troca ou não Depolo.