Valdemar Costa Neto está cada vez mais ambicioso. Com o avanço firme da migração da base bolsonarista para seu PL, o dono da legenda espera contar com – ao menos – 60 deputados ao fim da janela partidária. (Hoje são 43.)

Apostando na força eleitoral de Bolsonaro e de seus aliados em estados do Sudeste e do Sul, Valdemar calcula fazer em outubro uma bancada com 70 deputados. Caso a estratégia dê certo, o PL ganhará ainda mais tamanho e dinheiro, mesmo que Bolsonaro não seja reeleito.

Valdemar e seus aliados avaliam que há puxadores de voto na base do presidente. Acreditam, ademais, que conseguirão organizá-los numa bancada coesa em 2023, em contraste com a anarquia partidária que se via no PSL. Quer um “exército” disciplinado.

O dono do PL quer cavalgar os grupos bolsonaristas para fazer frente às forças políticas que tendem a se consolidar no Congresso, como PP e União Brasil.

Valdemar, como seus pares nas cúpulas dos principais partidos, não tem dúvidas de que o processo de hipertrofia política do Parlamento seguirá em 2023. O presidente eleito, quem quer que seja ele, estará ainda mais fraco para negociar com um Congresso ainda mais forte.