Há cerca de um mês a equipe de Fernando Haddad (Fazenda) trabalha para entregar no 1º de maio, Dia do Trabalhador, o reajuste de 2,61% no salário-mínimo. O anúncio deve ser feito antes pelo presidente Lula.
Se confirmado, o percentual elevaria o valor do mínimo para a 1.320 reais, em vez dos 1.302 reais definidos em dezembro por Jair Bolsonaro e em vigor desde o início do ano.
No encontro com sindicalistas em janeiro, no Palácio do Planalto, Lula fez um discurso no sentido de que teria de ser responsável sobre o reajuste do salário-mínimo e nada prometeu.
Ao sair do encontro, porém, o presidente determinou a Haddad que desse um jeito. O ministrou montou o grupo. O presidente quer que o novo valor passe a valer no Dia do Trabalho.
A data casaria com os cem dias de seu governo e também seria o cumprimento de uma promessa de campanha aos trabalhadores.
Os sindicatos queriam mesmo um mínimo de 1.342 reais, mas o impacto nas contas do governo seria de 17 bilhões de reais. Aceitaram, então, o reajuste de 18 reais (cujo impacto será de 7,5 bilhões de reais).

