O presidente Lula e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, atuam para que os seus partidos, PT e PSD, cheguem a um acordo para o lançamento de um candidato para a prefeitura de Belo Horizonte. Há, porém, um obstáculo: Gilberto Kassab.
O presidente do PSD quer que o atual prefeito, Fuad Noman, dispute a reeleição. O PT, por outro lado, defende a candidatura do deputado federal Rogério Correia. Lula esteve em Belo Horizonte, ao lado de Pacheco e do ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia), e reforçou o desejo de ter um candidato petista.
O PT quer repetir a dobradinha de 2022, mas desta vez como protagonista. Na eleição passada, os petistas apoiaram Alexandre Kalil (PSD) para governador e Silveira para senador. Ao partido, restou a vaga de vice na chapa. Kalil, que deixou o cargo de prefeito de Belo Horizonte, para disputar o governo do estado, abriu vaga para seu vice, Fuad, assumir.
Agora, o PT quer que o PSD indique um vice para a chapa que será encabeçada por Correia. O problema está em Kassab, que desenha um cenário favorável a um nome de centro, e não de esquerda. Na capital mineira, em 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro teve mais votos que Lula no segundo turno.
A defesa de Pacheco a uma composição com Lula mira em 2026, quando o senador quer ser candidato ao governo de Minas com o apoio do petista. Se perdeu em Belo Horizonte, Lula teve mais votos do que Bolsonaro no resto do estado.

