Ao longo da semana, o ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, conversou com seus pares do Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e representantes da União Europeia sobre o posicionamento do Brasil em relação à Rússia.

Todos pediram a ajuda do Brasil para trabalhar com outros membros do Brics a fim de mudar a posição deles. China, Índia e África do Sul se abstiveram na ONU de condenar a Rússia, outro integrante do Brics.

Nas conversas, França evitou se comprometer com seus colegas.

Mesmo internamente, o chanceler teve dificuldades, como mostrou o Bastidor, de convencer o presidente Jair Bolsonaro de que o Brasil deveria assumir uma posição crítica à Rússia, em vez de se abster, como o presidente gostaria.