As reuniões para discutir o acordo entre o Mercosul e a União Europeia deram um pouco mais de otimismo aos negociadores de lado a lado, disse ao Bastidor uma fonte da diplomacia brasileira inteirada das conversas.

No encontro ocorrido em Brasília durante a semana, os dois blocos explicaram e debateram os diferentes pontos de vista sobre os motivos de a Europa exigir metas ambientais para fechar o acordo, e de o Brasil querer garantir que as compras governamentais do Mercosul fiquem protegidas da concorrência europeia.

Na visão dos países do Mercosul, a proteção é fundamental para a manutenção das empresas locais. Os europeus disseram concordar que o Brasil queira demonstrar compromisso com o meio ambiente, mas que na alternância de poder as prioridades podem mudar – uma menção indireta ao governo Bolsonaro.

O otimismo é leve, porque, ainda que a diplomacia e os chefes de Estado concordem com os termos, o acordo só passa a valer depois de referendado pelos parlamentos, seja de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai; seja da União Europeia ou dos seus países-membros.

Um novo encontro foi marcado para o próximo dia 30 de outubro de novo em Brasília para a retomada das negociações.


Sobre o tema, o Bastidor já publicou:

A pressa argentina

Sem fé no acordo EU-Mercosul

A nada fácil política externa de Lula