Davi Alcolumbre se tornou um problema para Rodrigo Pacheco na busca da reeleição à Presidência do Senado nesta quarta-feira. Anda tão impopular que Pacheco o substituiu como articulador de sua candidatura pelo ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, que era senador até o final do ano passado.

Colegas do União Brasil estão insatisfeitos com Alcolumbre, que defende a candidatura de Pacheco e se vendeu ao governo Lula como controlador de mais de uma dezena de votos no Senado. Por causa de Alcolumbre, Pacheco perdeu votos de ontem para hoje.

Um exemplo é o senador Alessandro Vieira, do PSDB. Seu voto era dado como certo em Rodrigo Pacheco, com quem tem proximidade. Vieira, contudo, não votará em Pacheco, mas em Rogério Marinho, candidato da oposição.

Alessandro Vieira não é bolsonarista e é reconhecidamente legalista. Porém, prefere ficar com Rogério Marinho, e ter a possibilidade de comandar a Comissão de Constituição e Justiça, a dar mais poder para Alcolumbre ficar mais dois anos na comissão e tentar se candidatar de novo à Presidência do Senado em 2025.

Como Vieira, outros senadores foram convencidos que dar poder a Alcolumbre é pior que ter um ex-ministro de Jair Bolsonaro à frente do Senado.

Embora bolsonaristas mais apaixonados tenham trabalhado para que Jair Bolsonaro se engajasse mais fortemente na campanha de Marinho, sua ausência ajuda o ex-ministro a buscar votos de senadores de outros segmentos.