O presidente Jair Bolsonaro cobrou do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, o motivo de ter sido escondido, no último final de semana, durante o lançamento da pré-candidatura de sua mulher, a deputada Iracema Portela, candidata a vice na chapa de Silvio Mendes no Piauí.

A aliança de PSDB e PP no estado promete fazer oposição ao governador petista Wellington Dias.

No lançamento da chapa, Nogueira discursou e atacou a gestão de Dias, mas em nenhum momento o ministro-chefe da Casa Civil citou Bolsonaro, que ficou incomodado depois que seus aliados o alertaram para o indício de uma traição futura.

Nogueira, o Bastidor já informou, está preocupado com a popularidade do presidente no Nordeste, onde 61% dos eleitores preferem o ex-presidente Lula, de acordo com pesquisa da Quaest divulgada ontem (quarta-feira).

Em 2018, Ciro Nogueira foi eleito para o Senado na esteira da popularidade de Lula. Somente em 2020, ele se aproximou de Bolsonaro, que tentava eliminar o risco de sofrer um processo de impeachment.

O alerta dos bolsonaristas para o presidente era de que, adiante, se sua popularidade não melhorar na região, ele será abandonado pelo aliado.

Nogueira respondeu a Bolsonaro que a aliança é regional e a cabeça de chapa pertence a um tucano, que também tem pré-candidato a presidente. O ministro tentou explicar a Bolsonaro que o acordo no Piauí é não nacionalizar a disputa no estado.