Na reunião com lideranças, chegou-se à conclusão, se nada melhor for encontrado, de que a saída mais viável para as emendas do relator, proibidas hoje pelo Supremo Tribunal Federal nos moldes atuais, será o uso das emendas de comissão, algo que já vinha sendo aventado um ano atrás, como informou o Bastidor.
Há motivos para a escolha das emendas de comissões. A falta de transparência é um deles. A permanência do controle do dinheiro por Arthur Lira é outro.
O líder de bancada é escolhido pelo conjunto de parlamentares de um determinado partido ou bloco. É articulado com o presidente da Câmara, mas sua influência é normalmente menor.
Outro ponto para que as emendas de bancada fossem descartadas é a obrigação legal que o governo tem de atender às bancadas. O mesmo não ocorre com as emendas de comissão, que até agora são pouco usadas.
Mais. O presidente das comissões é definido pelo presidente da Câmara. E é neste ponto que Arthur Lira volta a ter poder sobre o dinheiro.
Lira escolherá gente de sua confiança, a exemplo do que ocorre hoje com as emendas RP9, para definir, com o governo, para onde vai a grana, conforme o interesse momentâneo.
É assim que ele espera garantir sua reeleição na presidência da Câmara.
O orçamento do ano que vem previa 19 bilhões de reais para as emendas do relator. O dinheiro todo vai para a nova modalidade.

