Foi ruim a repercussão das diretrizes do plano de governo de Lula entre aliados. Partidos mais de centro, como Solidariedade, Rede e PSB, não gostaram de ver propostas como a revogação da reforma trabalhista e do teto de gastos. Houve críticas até de gente do PCdoB e do próprio PT.

Nenhum deles é favorável à reforma trabalhista e menos ainda ao teto de gastos, que disciplina as despesas públicas. Só acreditam que ainda não é hora de tocar em temas delicados como esses.

Um aliado afirmou ao Bastidor que o PT e o ex-presidente Lula compreendem de forma distorcida a conjuntura política. Grande parte do eleitorado que diz votar em Lula, segundo a avaliação desse aliado, não quer uma guinada à esquerda; quer, no máximo, à centro-esquerda.

O aliado lembra que Lula não fez um governo de esquerda. No primeiro mandato respeitou o tripé-econômico, fez uma reforma da previdência, emplacou uma minirreforma tributária e garantiu o controle das contas públicas, ampliando os gastos sociais no segundo mandato.

Outro ponto de incômodo são as declarações de Lula sobre regulação da mídia. Nada foi debatido entre os aliados.

Um petista ouvido pelo Bastidor diz que as diretrizes são só o início das discussões para a elaboração do plano.