Depois de estimular a formação de um bloco com 142 deputados para reduzir um pouco o poder de Arthur Lira, o governo encoraja, de maneira discreta, a formação de um bloco com PSB, PDT, a federação PSDB/Cidadania e o PP de Lira.
São ao menos dois os motivos para estimular movimento nada ideológico. Um deles é não deixar o presidente da Câmara completamente derrotado. Como o Bastidor informou, Lula não quer que o aliado se sinta humilhado após sucessivas derrotas, como na disputa com Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, sobre as comissões mistas para a análise das medidas provisórias.
A outra intenção é não deixar o PP cair no colo do PL, de Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro. Seria muito ruim para o governo se o PL atraísse o PP para a oposição formal. Seriam 146 deputados contrários ao governo e sob o comando de Lira.
No bloco com PSB, PDT e PSDB/Cidadania, o PP permanecerá independente, permitindo-se dialogar e negociar cargos e verbas com o governo. Somados, os partidos contam com 96 deputados e formariam a segunda maior força da casa.

