Fontes ouvidas pelo Bastidor nos últimos dias, sob anonimato, afirmam que nos últimos anos a Braskem tentou ajudar a resolver o problema que ela mesma causou em Maceió. O principal entrave tem sido a política em Alagoas.

Como o Bastidor mostrou na última semana, a tentativa do senador Renan Calheiros (MDB-AL) de montar uma CPI para investigar o acordo feito entre a empresa e a prefeitura de Maceió, mudou a postura do governo estadual, que apoia o senador. O ministro dos Transportes, Renan Filho, também se colocou à frente dessa disputa política, que envolve a disputa eleitoral de 2026 entre Renan e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

De acordo com as fontes, nos últimos anos a Braskem tem tentado resolver os passivos deixados pela tragédia. Dados do Ministério Público Federal (MPF) mostram que praticamente todas as indenizações aos moradores atingidos foram pagas. As poucas que faltam são referentes a pessoas que não aceitaram os valores do acordo entre empresa e prefeitura e entraram na Justiça para tentar receber mais.

“Para eles, é importante livrar-se desse problema o quanto antes. Há muitas questões econômicas em jogo”, avalia uma fonte com acesso aos processos e aos acordos feitos pela Braskem.

No entanto, a empresa ainda terá problemas. Ainda está em curso um inquérito criminal na Polícia Federal, que corre sob sigilo, para identificar os culpados pela tragédia ambiental. A apuração está em curso desde 2019. Conforme o MPF, não há prazo para que o trabalho seja concluído, tampouco para que alguma denúncia seja apresentada à Justiça.

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