Sem alarde, a CPI da Pandemia aproxima-se do senador Ciro Nogueira, presidente do PP e um dos principais chefes do centrão. Dois dos expoentes das suspeitas que recaem sob os negócios no Ministério da Saúde avisaram que, se a comissão avançar sobre eles, sobrará chumbo para Ciro.
Ao menos um dos investigados já forneceu informações alegadamente comprometedoras sobre Ciro e um de seus apadrinhados na pasta. Envolvem empresários com longo histórico de contratos no governo.
A expectativa dos investigados que ainda não colaboraram é impedir que a CPI avance, em virtude das pretensas ilegalidades relacionadas a Ciro. A cúpula da comissão sabe que, caso o nome do senador entre no jogo, sobem os riscos para as investigações.
Tanto o governo e centrão podem se unir para inviabilizar o restante dos trabalhos – quanto, a depender das circunstâncias, a relação entre governo e centrão pode implodir.
Tem gente na CPI que quer pagar para ver.

