O eleitor nem foi às urnas e um grupo do PSB já aconselha Geraldo Alckmin, candidato a vice na chapa de Lula, a não assumir grandes responsabilidades num eventual governo do PT.
O raciocínio é que, se alguma coisa der errado, Alckmin poderá ser responsabilizado pelo PT, para lhe tirar a possibilidade de concorrer à Presidência em 2026.
Outra possibilidade é ferir a vaidade de petistas. Se o que estiver sob seu comando fizer sucesso, Alckmin será alvo de fogo amigo para queimá-lo não apenas no governo, mas diante da opinião pública. Sempre de olho em 2026.
Dois meses atrás o Bastidor informou que Lula havia dito não confiar no PSB. Acha que, como em outros momentos, o partido vai abandonar o governo do PT e migrar para a oposição. “É uma questão de tempo”, disse. Está claro que a desconfiança é recíproca.
O PSB está dividido. Enquanto um grupo do PSB aconselha Alckmin a ficar de longe, outro sonha com o vice como uma espécie de primeiro ministro.
Existe disputa no PSB entre os que acreditam que ocuparão posições no governo – e querem mais espaço porque acreditam ser bom para o partido – e aqueles que avaliam ser melhor manter uma distância estratégica, apesar da vice – para se projetar em 2026.

