A possibilidade de Jean Paul Prates assumir a presidência da Petrobras é um bicho papão entre quem manda na estatal. Assim como na fábula, poucos sabem realmente quem é o senador, mas o pouco que conhecem assusta.

Pesam contra Prates as críticas públicas que tem feito à Petrobras, ideias do governo eleito consideradas irreais pela atual gestão da empresa e o sindicalismo do senador. Legalmente, o petista terá que torcer para o Senado confirmar decisão da Câmara com mudanças na Lei das Estatais, que liberam dirigentes partidários em cargos diretivos dessas companhias públicas.

Uma fonte do governo Jair Bolsonaro com ótimo trânsito na Petrobras afirmou que mudar a Lei da Estatais pode não ser suficiente no caso de Prates. Lembrou que será preciso superar ainda regras de compliance exigidas das companhias listadas em bolsas de valores.