Como o (curto) tempo conta a seu favor, as lideranças da Câmara passaram a cobrar mais caro do governo eleito para aprovar a PEC da Transição sem alterações, da forma como o texto saiu do Senado.

Qualquer mudança no texto exigirá uma nova votação em dois turnos no Senado. Faltam 7 dias úteis para o recesso parlamentar, que começa no dia 22 de dezembro. Como a matéria é fundamental para o futuro governo, a pressa joga a favor dos líderes.

As legendas reivindicam um ministério para as suas bancadas na Câmara. Reclamam que o Senado garantiu suas vagas, enquanto os deputados estão sendo rejeitados. Cada partido reivindica ao menos duas pastas, uma para cada casa. 

Há outro problema. As lideranças querem ver interlocutores do futuro governo atuando no Supremo Tribunal Federal para manter as emendas do relator. Acham que auxiliares de Lula não estão trabalhando como deveriam pela demanda.

Lula e Arthur Lira terão uma conversa ainda nesta terça-feira, 13, para tratar da tramitação da PEC.