Baleia Rossi e Arthur Lira, os principais candidatos à Presidência da Câmara, têm algo em comum: já receberam dinheiro suspeito da JBS, segundo as delações dos executivos do grupo. 

No caso de Lira, Joesley Batista e Saud dizem ter acertado os pagamentos por meio do presidente do PP, Ciro Nogueira. Lira recebeu R$ 500 mil em 2014, via caixa um, descontado da conta de propina do PT junto à JBS, registraram os delatores.

No caso de Baleia, segundo Joesley e registros nas planilhas de propina da JBS, o grupo pagou R$ 240 mil à Ilha Produção em 2010.A empresa pertence à família do deputado. Era propina, segundo Joesley e Saud. Nenhum serviço foi pedido pela JBS, versão questionada pela produtora da família Rossi.

Os pagamentos associados a Baleia, de acordo com as delações, eram descontados dos créditos de propina mantidos por Temer junto à JBS. Em 2014, foram R$ 150 mil, também via caixa um. (Baleia está no anexo 21 da delação.)

Todos os envolvidos negam quaisquer ilegalidades. Como a Procuradoria-Geral da República topou repactuar essas delações, supõe-se que acredita nas narrativas e evidências apresentadas pelo grupo de Joesley.