Aliados de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, ficaram preocupados com o rumo do julgamento dos acusados de participar dos ataques golpistas do dia 8 de janeiro.

Acham que Torres deveria reavaliar a possibilidade de alguma colaboração com a Justiça para evitar uma eventual pena que o obrigue voltar à prisão. Segundo uma fonte próxima ao ex-ministro, “ele não tem estrutura física nem psicológica” para voltar à cadeia.

A avaliação é que o voto do ministro Alexandre de Moraes pela condenação a 17 anos de prisão a Aécio Lúcio Costa Pereira, um dos acusados, pode ser ainda mais pesado no caso de Torres.

O ex-ministro ficou preso por quatro meses acusado de omissão nos atos golpistas do dia 8 de janeiro. Torres era secretário de Segurança Pública e era responsável pelo esquema de segurança dos prédios públicos no DF.

Chamou a atenção dessas pessoas que Moraes tenha dito, mais de uma vez nestes dois dias de julgamento, que foi ministro da Justiça e Secretário de Segurança, como quem fala com autoridade de quem saberia o que fazer para evitar os ataques.