Integrantes do Supremo Tribunal Federal fizeram chegar a equipe do governo de transição de Lula que o julgamento do chamado orçamento secreto nesta quarta-feira, 7, deverá encontrar um meio termo.
Durante a campanha, Lula foi crítico às emendas do relator, mas, ao vencer as eleições, amenizou a crítica. Ele fora alertado por seus apoiadores no Congresso que se mantivesse o tom contrário à modalidade poderia prejudicar a construção de uma base política.
Arthur Lira é o principal interessado no tema. Como presidente da Câmara, ele instrumentalizou o orçamento para manter o controle de seus pares beneficiando o governo de Jair Bolsonaro e praticamente garantindo sua recondução ao comando da casa.
A depender do resultado da análise pelo Supremo, ele pode sair prejudicado.
A expectativa do governo de transição é que o STF encontre uma saída para o que fere a Constituição hoje, que é a falta de transparência —hoje só possível consultar o destino do dinheiro, mas não o autor da emenda.
Lula não pediu diretamente a nenhum ministro, mas gostaria que o Supremo devolvesse ao Executivo o controle sobre a liberação das emendas. Mas o presidente eleito evitará qualquer movimento neste sentido para não se queimar com Lira.

