Enquanto o deputado Otoni de Paula fez vídeo logo após o cumprimento, pela Polícia Federal, do mandado de busca e apreensão em seus endereços nesta sexta-feira, 20, o cantor Sérgio Reis, ex-deputado federal, preferiu o silêncio. Há uma razão.

Durante a semana, temendo o impacto de seu áudio sugerindo que manifestantes, em 7 de setembro, invadissem e quebrassem o Supremo Tribunal Federal, Reis pediu à mulher, Ângela Bavini, que procurasse parlamentares, com quem conviveu durante seu mandato, entre 2015 e 2019, para conseguir apoio contra o que temia ser represália do STF.

Reis, disse a mulher aos ex-colegas do marido, temia ser preso e estava deprimido.

De um deputado, ouviu que não embarcasse na onda de Otoni de Paula, que, com mandato, tem imunidade parlamentar. Depois disso, Reis submergiu. Daí, ainda avalia se emite alguma manifestação pública sobre a operação da PF em sua casa no interior de São Paulo.

Na semana passada, Sérgio Reis almoçou com o presidente Jair Bolsonaro. No encontro, estava Antonio Galvan, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja. Ao sair, o cantor espalhou áudio convocando manifestação violenta contra o Supremo, dizendo que a entidade de produtores – que agora nega – bancaria o transporte de “índios” e militância para Brasília “quebrar” o STF.