O presidente da República, Jair Bolsonaro, ainda não se pronunciou sobre o assassinato cometido por um partidário dele, com motivações políticas, no interior do Paraná.
O agente penitenciário Jorge José da Rocha Guaranho invadiu uma festa de aniversário e matou a tiros o guarda municipal Marcelo Arruda, ontem, em Foz do Iguaçu. Filiado ao PT, Arruda comemorava 50 anos com uma festa temática sobre Lula.
Guaranho invadiu o local ofendendo pessoas, dizendo “Aqui é Bolsonaro” e foi expulso. Voltou pouco depois, armado, e atirou em Arruda. Levou dois tiros de Arruda. Os dois morreram.
Em diversas ocasiões, Bolsonaro insinuou ataques aos petistas. Em maio, falando sobre apoiadores de Lula, disse, em tom de galhofa: “Um tiro só ou uma granadinha mata todo mundo”.
Nas últimas semanas, ocorreram dois ataques a eventos de Lula, em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Sobre nenhum deles Bolsonaro se pronunciou.
Devido aos ataques, Lula passou a usar colete à prova de balas e seu efetivo de segurança foi ampliado.

