O debate em torno da postura do Tribunal Superior Eleitoral no combate à propagação de mentiras e informações falsas tomou toda a atenção da campanha. Nesta sexta-feira, debate-se mais as regras e como elas serão aplicadas do que o jogo em si.
Em termos práticos, a nove dias da eleição está em jogo se Lula terá ou não direito a 170 inserções de 30 segundos que deveriam ser de Bolsonaro. A decisão será tomada neste sábado pelo TSE. De resto, tanto o tribunal quanto a Procuradoria-Geral da República, que sempre aparece quando Bolsonaro precisa, estão discutindo algo que terá pouco tempo para ser aplicado.
A campanha termina na sexta-feira, 28, daqui uma semana. Mentiras, informações falsas e fake news circulam há meses e já fizeram seu estrago.
O debate em torno do agigantamento dos poderes do TSE favorece Bolsonaro. Assim como o debate em torno de temas de costumes, a discussão sobre o TSE abre a Bolsonaro a chance de se colocar como perseguido por Alexandre de Moraes, fazendo-se de vítima do Supremo e do TSE.
A questão da propagação de mentiras, uma arte dominada pelos bolsonaristas há anos, está na campanha de Lula. Mas o número muito maior de decisões contra Bolsonaro permite aquela cena de vitimização.

