Um velho político do Congresso ri da articulação da chamada terceira via que promete apresentar chapa única em 18 de maio. Para ele, qualquer nome que saia poderá ser revisto adiante, vítima da pressão dentro e fora de seu partido. O motivo é que as convenções só ocorrem em julho e, até lá, tudo pode mudar.

O parlamentar, que pertence a um dos partidos em negociação (União Brasil, MDB, PSDB e Cidadania), diz que as pressões para a troca do novo proposto ocorrerá se de maio a julho o indicado não avançar nas pesquisas de intenção de voto.

Os possíveis nomes Simone Tebet, João Doria e Eduardo Leite variam de um a dois por cento nas pesquisas para presidente.

Sem falar, diz, no fato de que todos os partidos, com exceção do Cidadania, ainda debatem sobre o rumo a seguir. O União Brasil e o MDB se dividem nos estados entre Lula e Jair Bolsonaro, fechando alianças locais à revelia do que ainda pode vir nacionalmente.

O PSDB, a despeito das prévias, se debate entre Doria e Leite.

Para essa raposa, os parlamentares e os candidatos a governador dessas legendas vão de Lula e Bolsonaro, independente do que sair em 18 de maio.